Antes de iniciarmos as considerações sobre gagueira é importante esclarecer a diferenciação deste conceito ao que se define disfluência.
A disfluência é uma quebra esporádica no ritmo da fala em crianças com idade de estruturação da linguagem, geralmente, entre os dois e cinco anos de idade. A recuperação desse quadro é espontânea com aquisição de maior fluência. Durante os anos de aquisição e desenvolvimento da linguagem é comum que existam períodos variáveis no grau de fluência. Essa variação é decorrência das incertezas morfo-sintático-semânticas e do amadurecimento neuromotor para os atos da fala. A maioria das crianças supera com sucesso esse período – cerca de 80% das crianças recupera o padrão fluente de 6 a 8 meses após o surgimento das repetições.
Já a guagueira é cientificamente considerada como distúrbio da própria fluência da fala. O problema central na gagueira consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para o próximo. Na gagueira, o ritmo e a velocidade de fala se mantém alterado ou se agrava, podendo ou não chegar a associar movimentos corporais ao ato de fala. Esse é o grupo com grande probabilidade de vir a tornar-se crônico.
Acompanhe a aula apresentada no Projeto Colônia de Educação (PCE) e compreenda melhor estas definições.
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Esta aula traz diversas orientações para familiares e professores referentes a atitudes positivas diante da criança que apresenta gagueira, promovendo um ambiente favorável ao diálogo fluente e a confiança ao falar.
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O exemplo a seguir, mostra-nos que a gagueira não impede ninguém de estudar, porque não implica em qualquer deficiência ou limitação intelectual. A gagueira não impede ninguém de trabalhar, ter um emprego e ser bem sucedido em sua profissão, porque se fosse assim, não haveria pessoas que não gaguejam desempregadas. O desemprego é uma questão social muito mais ampla. A gagueira não impede ninguém de estabelecer vínculos com outras pessoas e de namorar, porque a gagueira não incapacita o indivíduo para expressar suas emoções e afetos. O indivíduo que gagueja deve enfrentar a sua dificuldade de fala, enfrentar a realidade, e não se furtar à vida em função de seu distúrbio de fala. Nada explica uma atitude tão passiva diante da vida.